Na última semana tive o prazer de participar de um evento sobre a aplicabilidade do Objetivo de Desenvolvimento Sustentável 12 e sua correlação com a temática ESG: poderia a busca pelo consumo consciente fazer parte dessa agenda?

A resposta é sim. A Agenda 2030 da Organização das Nações Unidas preconiza no ODS 12 a produção e o consumo sustentáveis para a redução dos impactos sobre o meio ambiente, assegurando padrões de consumo sustentáveis. 

Assim, para além do que a própria meta 12.6  expressamente diz, a saber, “Incentivar as empresas, especialmente as empresas grandes e transnacionais, a adotar práticas sustentáveis e a integrar informações de sustentabilidade em seu ciclo de relatórios”, incentivando as empresas a adotar políticas e práticas sustentáveis em seus processos, a verdade é que, para além da própria produção, o incentivo ao consumo deve também permear a consciência sustentável.

O desafio, portanto, é duplo: independentemente do ramo de atuação e do porte da empresa, como pensar políticas, práticas, produtos e serviços que cumpram com o ideal sustentável, e, mais que isso, incentivem os(as) consumidores(as) a responder de maneira consciente aos apelos consumeristas de uma sociedade capitalista?

A resposta a este questionamento é simples, porém de difícil implementação (como a maioria das respostas simples, diga-se de passagem): incorporando a sustentabilidade como paradigma e pressuposto de toda a atividade corporativa, até mesmo a partir da ótica dos(as) consumidores(as). 

Portanto, o caminho da sustentabilidade depende também, de maneira cada vez mais urgente, do desenvolvimento de uma consciência coletiva, alimentada por pessoas que compreendam os desafios do presente e do futuro em relação ao consumo e produção e que façam escolhas cada vez mais assertivas para o meio ambiente ao adquirir bens e serviços.

Processos ESG e o cumprimento efetivo do ODS 12 podem transformar a sociedade.

A partir do momento em que uma empresa passa a servir à sociedade sob um olhar sustentável, sua conduta é também recepcionada pelo mercado consumidor (isso sem contar investidores(as)!), criando-se assim um círculo virtuoso, em que os grupos formados por consumidores(as) buscarão este mesmo paradigma não apenas nos produtos e serviços daquela empresa, mas também nos concorrentes e em corporações de outros ramos.

A implementação do ODS 12 vai muito além de um ideal inatingível. Ela já é uma realidade para muitas empresas que buscam conduzir processos para o alcance das métricas ESG, mostrando que o negócio está trabalhando para ser um agente ativo de transformação.

Ser ambiental e socialmente responsável – ou seja, minimizando impactos negativos no meio ambiente e na sociedade – é hoje medida essencial para a sustentabilidade em qualquer negócio, fechando o ciclo para um mundo mais justo e responsável.

Para olhar para a sua empresa com estas lentes, nada mais justo do que confiar em quem conhece o processo. Eu, Ana Cardia, por meio da @esgparavoce, ofereço a teoria e a prática de mais de uma década de pesquisa e ações voltadas a estas questões, ainda relativamente recentes no mercado corporativo nacional.

Agora quero fazer isso ao seu lado, reconhecendo suas necessidades e trilhando um caminho personalizado rumo à sustentabilidade.

E então: vamos junt@s?

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Ana Cláudia Ruy Cardia Atchabahian é advogada formada pela PUC-SP e mestre e doutora em Direito Internacional pela mesma instituição, com foco específico de pesquisa em Empresas e Direitos Humanos e ESG. Professora Universitária e membro da International Law Association - Ramo Brasileiro. Conselheira da Diretoria da Academia Latino-Americana de Direitos Humanos e Empresas e membro da Global Business and Human Rights Scholars Association. Consultora em ESG e Empresas e DH para empresas e órgãos públicos nacionais e internacionais.